A contadora Meire Poza, que trabalhou para o doleiro Alberto Youssef, disse em depoimento à Justiça nesta sexta-feira (19) que os contratos que as empreiteiras assinaram com a GFD Investimentos eram falsos, já que essa empresa não tinha funcionários para prestar as consultorias pelas quais era contratada.
A GFD era uma das empresas controladas pelo doleiro.
Num dos casos extremos, segundo a contadora, a própria empreiteira, a Engevix, mandou o contrato pronto para GFD –o que indica que a empresa sabia que a consultoria era apenas um fachada legal para o repasse de recursos.
A Justiça federal já aceitou denúncia do Ministério Público Federal, segundo a qual os valores pagos a empresas de fachada do doleiro são recursos para pagamento de suborno. Todas as empresas que fizeram pagamentos a Youssef são fornecedoras da Petrobras.
Youssef foi preso em 17 de março pela Operação Lava Jato, sob acusação de comandar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 10 bilhões.







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